Olá, eu sou a

Sou doula de coração e por vocação. Sempre me deslumbrei com a gravidez, a maternidade e os bebés e quanto mais relembro os conhecimentos e a sabedoria que trago em mim, mais apaixonada fico por esta fase da vida em que doamos a vida.

Bom dia!!
Hoje trago-vos, em jeito de partilha, um bocadinho de uma conversa que tive ontem com a querida J.
No meio do nosso encontro, ela agradecia-me por estar a ajudá-la e por ser tão paciente com ela ao mesmo tempo que “pedia desculpa por não contribuir para a minha felicidade” como ela sente que acontece ao contrário. 
Disse-lhe que isso não é verdade para mim. Que estar com ela, ali, é muito, TÃO gratificante para mim e ver-me espelhada nela ajuda-me mesmo. Ela não percebeu bem o que quis dizer. Então dei-lhe exemplos práticos. “J, tu ajudas-me a sentir paciência, a reconhecer a paciência em mim. Tu ajudas-me a praticar o não julgamento. É um treino que eu faço, é uma característica que vou, aos poucos, aprimorando em mim, reconhecendo. E para isso eu preciso de situações que me ponham em contacto com isso.” Para além de todas as oportunidades que tenho de praticar “Doulice” são um presente da vida e um alinhamento profundo com a minha essência! 😀

Quando falei no Não Julgamento lembrei-me de algo que ouvi a semana passada na Masterclass da Mia (Mikaela Övén) sobre parentalidade consciente e positiva: “Um dos princípios é a CURIOSIDADE.” 
“Hmmm? Como assim?” Pensei eu. E ela explicou “Quando eu tenho um filho deitado no chão de um centro comercial, a gritar, a espernear, eu posso olhar para ele com CURIOSIDADE. O que se passa com esta criança? O que estará ela a sentir para se expressar desta forma?” E eu achei isto TÃO INTERESSANTE!! Esta abordagem não era nova para mim, mas dar-lhe um nome – “Curiosidade” fez-me tanto sentido!

De facto, se eu olhar para as coisas com curiosidade eu torno-me receptiva ao que encontro e ao que vejo. Não assumo, logo (porque ela pode vir na mesma 🙂 uma perspectiva de julgamento.

Por exemplo, se eu estou com uma mulher grávida que me diz “Chega as 37 semanas e eu quero induzir o parto porque não aguento mais!”

Eu posso escolher a forma como olho para isto (claro que estando atenta ao que isto desperta em mim e que tem somente a ver comigo e não com a pessoa que me desperta isto!). Eu posso escolher olhar com julgamento e crítica “O quê?? Não sabe o que está a dizer! E o bebé? Como pode esta mulher e esta mãe escolher quando o bebé nasce antes que ele esteja pronto?” 
OU 
“Hm…o que se passa com esta mulher para ela querer isto? Qual o sofrimento dela? Qual o grau de cansaço? Qual o limite que ela já passou, ou acha que passou, para esta ser a única possibilidade?” Aqui eu fico receptiva, fico neutra. A minha mente não opina o que é certo ou errado (sendo que estas definições são só por si ilusórias!), a mente limita-se a observar.

Isto faz algum sentido para vocês? Já tinham pensado nisto desta forma? As coisas não ficam mais leves só pelo facto de não atribuirmos qualquer peso? Eu achei muito interessante o momento em que ontem a palavra CURIOSIDADE chegou até mim e a conversa que se desenvolveu a partir dela. 

Porque de facto, se eu escolher ser Curiosa, o Não Julgamento ficará por si só mais fácil de atingir!

(MUITO OBRIGADA J. pelas nossas conversas que me levam a viagens profundas dentro de mim ;))

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