Olá, eu sou a

Sou doula de coração e por vocação. Sempre me deslumbrei com a gravidez, a maternidade e os bebés e quanto mais relembro os conhecimentos e a sabedoria que trago em mim, mais apaixonada fico por esta fase da vida em que doamos a vida.

Como nasci eu?

Olá queridos leitores e leitoras.
Tenho andado desaparecida deste cantinho…por vezes é preciso investir energia noutros projectos e há também que saber preservar o equilíbrio e não querer abraçar tudo ao mesmo tempo sob pena de não abraçar efectivamente nada 🙂
Assim, escrevo-vos hoje em jeito de partilha (como já vem sido hábito aliás :p)
Este fim de semana irei fazer um workshop de Psicoterapia corporal em que o que vamos trabalhar é a Mãe, a relação com a Mãe e como curar as feridas da Mãe. Este é um tema muito sensível para mim pelo que 4 ou 5 dias antes do workshop já estou atenta às sensações que tenho, às dúvidas que surgem e aos medos que reaparecem.
Para mim é fundamental curar as minhas feridas de filha antes de ser mãe. Há perguntas que precisam de resposta. Para me conhecer melhor preciso de responder a algumas questões sobre o meu nascimento. Então hoje resolvi escrever essas perguntas e fazê-las à minha mãe (aproveitar que ainda a tenho por perto para desvendar mais um pouco da minha história de vida :))
Não sei que sentido isto vos fará, mas para mim é muito claro que a forma como nascemos influencia imenso quem nós somos, algumas das nossas crenças, as nossas seguranças e também os nossos medos tão profundos. Acredito que a minha vocação de Doula vai neste sentido – proteger os bebés, respeitá-los, entendê-los, amá-los 🙂 Talvez seja porque em algum momento da minha vida, do meu início de vida, não tenha sido protegida e respeitada. Quem sabe? 🙂 É nesta viagem profunda que mergulho agora.
> Porque foi Cesariana?
> Em que posição eu estava?
> Iniciei trabalho de parto ou foi marcada a cesariana com dia e hora?
> Como a minha mãe se sentia na ida para a maternidade?
> Quem estava no bloco de partos?
> A minha mãe estava acordada e consciente?
> Quanto tempo demorou o meu nascimento?
> Houve alguma complicação com a minha mãe? E comigo?
> Quando me tiraram, para onde fui? Para o peito da minha mãe? Para pesar e limpar?
> Quando me puseram ao pé da minha mãe? Quanto tempo depois?
> Nas horas seguintes a nascer onde estive? E a minha mãe?
> Quando o meu pai me viu pela primeira vez? O que ele disse?
> Quando as minhas irmãs me viram pela primeira vez?  O que elas disseram ou fizeram?
> Quando mamei pela primeira vez? Quanto tempo fui amamentada?
> Como era a reacção da minha mãe quando eu pegava a mama?
> Como as minhas irmãs reagiram quando lhes disseram que a minha mãe estava grávida de mim? E o meu pai?
Estar atenta às perguntas. Estar atenta às respostas. Estar atenta às emoções que surgem em mim em cada pergunta, em cada resposta, em cada reacção da minha mãe. Estar atenta e ir integrando aos poucos mais sobre mim. Às vezes dói muito mexer nas feridas (e eu nem sei ao certo que feridas são estas) mas eu estou focada em curá-las. 
Mesmo que não entendam este post, espero que estas perguntas possam ser usadas por vocês para se conhecerem um pouco mais. Para conhecerem mais sobre a vossa mãe. Alguma vez perguntaram como ela se sentia no momento em que entrou em trabalho de parto? Sentiu medo? Alegria? Entusiasmo? Pânico? E vocês? O que sentiram quando entraram em trabalho de parto dos vossos filhos? O mesmo? UAU! 🙂
Se calhar nem nunca pensaram nisto e assim deixo-vos com um bocadinho de curiosidade para saberem mais sobre este tema!
Sinto-me grata por poder partilhar convosco a minha viagem de auto-descoberta. Muito obrigada por estarem aí *

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