Esta semana começou com tanto amor! O pai fez anos no Domingo e aproveitamos o aniversário e o facto de termos amigos e família reunida, para anunciar a boa nova.

O papá estava um bocadinho confuso em relação a esperar ou não pelas 12 semanas e, mais concretamente, pela ecografia, mas sinceramente, não me fazia sentido nenhum não aproveitar esta ocasião para partilhar.

Acabei por deixá-lo decidir e foi ele quem disse, da forma que quis, na altura que quis. Foi muito engraçado.

Recebemos muitos abraços e muitas felicitações. As pessoas ficam mesmo felizes por nós, por ti.

Foi também esta semana que lidei com o medo de te perder. Não aconteceu nada de palpável, nenhum susto nem nada. Apenas me fui dando conta de algumas histórias, de alguns detalhes e até, de palavras que disse, que trouxerem o medo ao de cima.

O medo existe. Faz parte. E ainda não o tinha sentido.

Quando penso em perder-te não encontro nenhuma razão para isso. Não vejo, à partida, nenhuma oportunidade que essa dor venha trazer. Mas sei também que, se acontecer, algo de muito importante e revelador vai surgir, sem dúvida.

Ao final do dia de Terça-feira, que foi quando o medo bateu forte, ouvi-me dizer numa aula “A humildade é a capacidade de permitir sermos guiados pela sabedoria.” E quando ouvi estas palavras senti um alívio enorme. É isto meu amor. Estou disponível para ser guiada pela sabedoria e entrego-me. Posto isto, o medo foi embora.

Muitas das pessoas com que partilhamos acham que és menina. Ou assumidamente acham, ou usaram o feminino para te descrever. É tão bonito ouvir os palpites e as sensações. Veremos quem és tu. Estou curiosa, confesso-te.

Para além da vontade de descansar que é mais frequente nesta altura, das idas frequentes à casa de banho e da barriga que já se nota, não tenho mais sintomas. Nada de enjoos. A azia passou.

Aproveito este diário para agradecer à placenta estar a proteger-te. Filtrando o que eu como e que não é benéfico para ti. Sinto-me menos sozinha assim 🙂 Há mais alguém a zelar pelo teu bem-estar e isso tranquiliza-me e deixa-me realmente grata.

Por esta fase tens o tamanho de uma néspera e as sementes para os teus dentinhos estão a crescer nas gengivas. Que amoroso!!

Falamos muito contigo. Eu e o pai. O pai dá festinhas na barriga e conversa contigo. Diz-te como se sente, como foi o dia e algumas coisas que vamos fazer juntos, quando estiveres cá fora.

Tem sido enternecedor assistir. O papá diz também que sente a responsabilidade de ser pai. Que quando diz a alguém fica muito muito contente e não sabia que ia sentir-se assim.

Estamos felizes e infinitamente gratos por esta experiência de ser teus pais.

Da mamã Catarina,

 

 

 

O Gonçalo disse-me esta manhã para ficar mais tempo em casa se quisesse, para não estar preocupada com trabalho nem com finanças que ele tratava disso. Para aproveitar a gravidez, estar mais recolhida se assim desejasse e estar bem, descansada e feliz. É tudo o que uma mulher grávida precisa nesta fase. Sentir o apoio e a segurança que o homem dá. Poder focar-se em si mesma, no seu bem-estar e no seu bebé e deixar que o resto, seja o pai a garantir. Foi muito importante e bom ouvi-lo dizer isto. Continuo a trabalhar porque adoro o que faço, mas não estar preocupada com o dinheiro que o meu trabalho me dá, nesta fase, é muito importante para não criar macaquinhos, para não alimentar ansiedade e medos que podem, eventualmente, surgir.

Eu digo-te sempre, baby, escolhemos o melhor pai de sempre <3