Olá, eu sou a

Sou doula de coração e por vocação. Sempre me deslumbrei com a gravidez, a maternidade e os bebés e quanto mais relembro os conhecimentos e a sabedoria que trago em mim, mais apaixonada fico por esta fase da vida em que doamos a vida.

Elogiar a criança – sim ou não?

Bom dia!
Hoje trago até ao UAU MAMÃ uma reflexão pessoal sobre pedagogia, mais especificamente sobre, Elogios feitos a uma criança. O que é Elogiar? Elogiar uma criança parece-vos algo bom com resultados positivos ou não?
Esta pergunta surgiu em mim a primeira vez que li sobre o assunto. Para mim, elogiar uma criança (ou qualquer pessoa!) é óptimo! Como pode não ser? Para mim, elogiar uma criança é um acto de amor. Dar ênfase ao que fez, mostrar reconhecimento e valorização. Não é?
Mas quantas vezes este reconhecimento não é “da boca para fora”? Quantas vezes o meu sobrinho me mostra um desenho que fez ou uma atitude que teve e eu respondo “ah boa!”. A que estou eu a dizer “boa”? Quantas vezes digo “boa” sem me aperceber?
Li aqui e aqui sobre este assunto e comecei a ficar atenta! Ontem, por exemplo, num jantar de família em que o meu sobrinho com 4 anos estava, apercebi-me IMENSO disto. Com a maioria das coisas que faz ele diz “Olhem o que eu sei fazer!” Isto pode só mostrar que ele gosta de partilhar o que faz e as novas conquistas, e isso a meu ver é muito bom, mas quando este reconhecimento é o motor da acção? Isto é, ele faz o desenho porque ele quer, ou ele faz o desenho porque quer que os outros gostem?
Desde que me apercebi disto que dou mais foco ao que ele sente! Se ele me mostra que consegue saltar com os pés juntos, eu pergunto-lhe “Hmm, como te sentes agora que já consegues saltar com os pés juntos?” Lembro-o que a conquista é dele, e SÓ DELE. O protagonista é ele e o público também. 
Não importa se eu valorizo ou não, se eu gosto ou não. Importa o que ele sente quando faz aquilo!
O que vocês acham disto? Já tinham pensado alguma vez neste assunto? Tinham ideia que o elogio constante e “sem fundamento” é uma grande ajuda na criação de insegurança? 🙂
Como o senhor da rádio diz:”Vale a pena pensar nisto!”

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