Nos últimos ciclos menstruais, houve alturas em que acreditei que pudesse estar grávida e outras em que sabia claramente que não estava.
Houve momentos em que esperei que um milagre tivesse acontecido. Milagre no sentido de acreditar que a minha ovulação pudesse ter sido “fora” do sítio e pudesse ter engravidado. E houve outros momentos em que pude confirmar que a minha ovulação foi exactamente naqueles dias e, por isso, obviamente não tinha engravidado.

Houve ciclos tão longos que pensei que pudesse estar grávida e outros tão certinhos que nem sequer deram para me iludir.

Isto levou-me a pesquisar algumas vezes sobre os sintomas ou sinais que a mulher pode sentir ou não entre a fase de concepção e descobrir que está grávida. Porque acredito que, mesmo que seja muito subtilmente, se a mulher souber que há possibilidade de fecundação e estiver sintonizada consigo própria, vai sentir alguns sinais físicos e/ou emocionais.

Por isto mesmo, pedi testemunhos a mulheres para saber mais sobre estes sinais.

É muito interessante que muitas descrevem que simplesmente souberam, que sem mais nada “palpável” ou “medível” sentiram que estavam grávidas. Outras que descrevem alterações de humor repentinas e hipersensibilidade. Outras ainda que falam em sinais físicos como sensação de barriga inchada, mamilos mais escuros, sono exagerado e cólicas abdominais tipo menstruação.

Houve um ciclo que havia uma possibilidade real de estar grávida. Se por um lado me apetecia partilhar com algumas pessoas, por outro lado tinha receio que não acontecesse e por isso, para quê falar? Estive assim uns 6/7 dias e depois partilhei com uma amiga. E depois com outra. Cheguei à conclusão que uma coisa era certa e real: tinha acontecido essa possibilidade. Pela primeira vez. E só isso (e isso TUDO) era mais do que suficiente para comemorar e para agradecer. Se daí viria o nosso filho já era outra questão. A abertura para ele vir já tinha acontecido e isso era tudo aquilo que precisavamos (os 3).

Tal como eu me contive para não contar nos primeiros dias e ia perdendo a oportunidade de partilhar esta grande novidade (que é apenas a possibilidade de haver bebé), acredito que muitas mulheres sintam o mesmo. “Não vou contar porque não há nada certo.” “Não vou contar porque pode ser mau agoiro”. “E depois se não há, tenho de contar que não há.” “E alimento a ideia de haver mas não sei se há ou não.” Tudo isto eram vozes que existiam dentro de mim. Até ao momento em que olhei para a realidade e para os factos. Houve de facto oportunidade para o nosso bebé vir. E isso era mais do que razão para comemorar. E comemoramos.

A menstruação apareceu 2 dias antes do “suposto” e com ela a certeza de que não estava grávida. A serenidade está cá. Podia ter ficado triste e iria permitir-me chorar essa tristeza, a frustração, a desilusão. Desta vez, com a menstruação veio a serenidade e a confiança. O nosso bebé ainda não veio, mas agora, uma coisa eu sei, já só depende dele.

E isto não quer dizer necessariamente que abrimos a “época” dos treinos e que vamos engravidar garantidamente nos próximos meses. Quer só dizer que estamos agora todos alinhados para que o nosso filho/filha venha quando for o seu momento.

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