Que saudades de vos escrever!! Na verdade, de me escrever 🙂

A meio de Janeiro recebi o convite para fazer babysitting (lovesitting como prefiro chamar) de um bebé meu “aluno” das aulas de Yoga Pós-Parto. A mãe já me tinha sondado mas eu tinha “fugido” ao assunto porque não queria encher mais os meus dias com compromissos. Mas a verdade é que a conversa surgiu novamente e eu senti que lhe devia dizer que também fazia este trabalho. Ela é sueca e está em Portugal apenas com o marido e o bebé. Acordamos que qualquer tempo que tivesse disponível e com vontade, lhe dizia para ficar com o baby S. Gosto tanto dele (e deles) e tenho aprendido tanto que não resisti e preenchi todos os buraquinhos da minha agenda com eles.

Esta é a principal razão para não ter escrito nada durante este último mês. Sei que é uma questão de gestão de tempo e que podia ter vindo na mesma, mas quando ando mais ocupada, sinto-me menos criativa para escrever (e para tudo o resto). Escrever só porque sim não é a minha praia, como já repararam. Se não tenho grande coisa para dizer e acrescentar, mais vale estar quieta 🙂

Mas eles foram viajar agora e voltei a ter tempo livre. Já tinha percebido que é algo fundamental para mim, para o meu trabalho e para a minha expressão, mas agora pude comprovar.

Em relação a esta experiência com eles, devo dizer-vos que foi um último teste/treino para a minha própria maternidade. São nórdicos e muito conscientes. Fazem parentalidade com apego, babyledweaning, babywearing, têm o princípio de higiene sem fraldas (e ainda que usem fraldas, levam sempre o bebé ao lavatório ou bacio dando oportunidade de desenvolver autonomia) e uma liberdade “nórdica” que me cativa e que me dá oportunidade de quebrar com padrões mentais. Está sol, não importa a temperatura, enche-se a banheira com água quente, põe-se na relva e o bebé fica a brincar na água. Cada dia em que estava com eles aprendia mais qualquer coisa. E só pensava “que professores excelentes me apareceram antes de ser mãe”.

Para além disto, tenho vindo a trabalhar em Rebirthing o reconhecimento e a prosperidade. E não é que esta experiência foi a materialização disso mesmo? Só podia! Senti-me altamente reconhecida pelo meu trabalho. Coisas que para mim são naturais e “básicas”, como por exemplo, levar o bebé à mãe antes dele chorar porque dei conta que enquanto brincava, começou à procura dela ou dizer-lhe obrigada quando me dava sinais de que não queria fazer chichi no lavatório, era muito reconhecido e valorizado por eles.

A maior dádiva desta experiência foi ter sido convidada para ir com eles à Florida com tudo pago, mais o meu trabalho, mais entrada num Healthy Center, mais passagem de avião paga para o Gonçalo, caso me sentisse mais confortável com ele.

Como é que isto é possível? Como é que alguém está disposto a pagar tanto pela minha presença? Escusado será dizer que quando ouvi isto, as minhas células reagiram, houve cura neste momento e chorei de gratidão. Profunda gratidão e reconhecimento.

Senti que provavelmente não iria, pelo menos não tanto tempo quanto eles precisavam, mas que isto aconteceu e significou TANTO para mim. Aliás, era exactamente isto que precisava 🙂

Para além disto, há projectos novos a crescerem e trabalho de bastidores que tem sido feito. Logo, logo conto-vos o que andamos a preparar 🙂 (Mal posso esperar!!)

E agora é desfrutar do tempo livre que tenho para voltar aqui, mais assídua, disponível e criativa.

Até já!