Há dias em que é muito simples acordar cheia de motivação, energia e foco. Sei exactamente o que tenho para fazer, como fazer e onde fazer.

Salto da cama, olho-me ao espelho, agradeço à vida por mais um dia, por mais uma oportunidade e lá vou eu.

Os dias em que medito é muito mais fácil. Acabo a meditação com uma vénia, com humildade e gratidão e mantenho-me ao serviço da minha alma. Quando assim é, não preciso fazer mais nada.

Nos dias em que preguiço mais um bocadinho, em que me arrasto desde logo, em que o frio teima em fazer-me barreira à saída da cama, em que a minha mente começa “Quais são os planos para hoje? O que vais fazer? Onde?” e quando me pergunta “Para quê?”…. É aqui que, às vezes, se torna desafiante.

Este “Para quê?” tem aqui dois sentidos para mim. Um, confirmar o que estou a fazer, se é mesmo isto que quero fazer, se estou no meu caminho, alinhada com os meus objectivos e com o meu propósito maior. Dois, boicotar-me.

“Porque é que vais escrever posts? Porque vais expor-te? Porque vais partilhar informação se nem sequer sabes se a lêem. Porque é que vais preparar aulas se às vezes as alunas não vão? Porque é que vais fazer cartões didácticos? Tens a certeza que são úteis?” e bla bla bla. A nossa mente tem capacidade de criar novelas incríveis!!

É nesta altura que respiro fundo. Que sinto o meu coração, que me mantenho observadora da minha mente, que volto a respirar fundo e que digo a mim mesma: SAT NAM (significa “A verdade é a minha identidade”).

Pego no meu caderno dos objectivos de vida e escrevo-os. Recordo-me da razão maior pela qual faço tudo isto. Sinto a felicidade, o contentamento, a realização e a gratidão pelo propósito que eu escolhi. Pelo dom que me escolheu.

De braço dado com a minha alma volto a sentir-me confiante no caminho que escolhi e escolho todos os dias.

E lá vou eu.