O feedback que recebi em relação a este post foi estrondoso. Tantas mensagens que me chegaram…só posso agradecer por me lerem, por estarem desse lado e por retribuírem com o vosso amor e apoio.

Dei conta de uma coisa. Na verdade, confirmei uma coisa que já desconfiava. Não estamos habituados a falar de medos e, quando ouvimos alguém dizer que tem medo, há uma urgência em confortar, em apaziguar, em transmitir alguma esperança e fé.

Este post serve exactamente para assumir, a par do medo que existe, a certeza profunda de que tudo está certo.

O facto de ter medo de algo, para mim, não significa que não saiba que tudo vai correr bem. Sei e sinto em todo o meu ser.

O facto de ter medo de não ser capaz, e neste período específico da minha vida, se manifestar na vontade de ser mãe, não significa que não acredite profundamente que vou ser mãe. (E que está quase :p)

Este medo, assumido, verbalizado e partilhado aqui, serve-me para ir mais fundo no meu processo de cura.

Só uma vontade tão grande em mim, tem a capacidade de me levar tão fundo em mim. É proporcional!

Acredito profundamente no timing da vida. Acredito que cada coisa acontece exactamente quando tem de acontecer. Acredito que esta espera tem muito para me ensinar (mais do que o meu intelecto pode alcançar). Acredito que a minha filha sabe exactamente o que está a fazer. E resta-me apenas dar o meu melhor, como tenho feito até agora, para que ela venha quando for o SEU momento.

(Parte da Pré-Concepção é conectarmo-nos com a alma do bebé que aí vem, e nós as duas, estamos em contacto ;))