Olá, eu sou a

Sou doula de coração e por vocação. Sempre me deslumbrei com a gravidez, a maternidade e os bebés e quanto mais relembro os conhecimentos e a sabedoria que trago em mim, mais apaixonada fico por esta fase da vida em que doamos a vida.

Parto pélvico vaginal é possível!

 

Olá!!

De volta ao meu querido blog com um tema bem definido: PARTO PÉLVICO VAGINAL.

Este vídeo que partilho convosco é um dos meus preferidos de sempre.

Por tudo quanto me transmite e mostra, de facto – o apoio e emoção do pai (é de arrepiar :’)), a liberdade de escolha da posição, o apoio de toda a equipa, a paciência da espera, e a esperança e confiança na vida e na natureza!

Depois da Daniela Ruah ter partilhado a sua história de parto , o parto pélvico e vaginal tem estado “activo” nos meus pensamentos. Por isso, ontem enquanto me despedia da médica que há 26 anos fez o meu parto cesariana porque eu estava pélvica, fui positivamente surpreendida!

Dizia-lhe eu “Já viu, a Daniela Ruah com parto pélvico e vaginal, UAU!” Respondeu-me “Sim…ainda na Segunda-feira assisti a um.” Perguntei “Mas não é comum encontrar médicos que se sintam confortáveis a assistir a pélvicos, pois não?”

“Não sei porquê. É um parto como os outros. Há bebés que estão pélvicos, outros cefálicos. Claro que é menos comum, mas é normal.”

E fiquei ainda mais contente quando me contou que conseguiu, à última da hora, convencer aquela mulher a ter parto vaginal em vez de Cesariana.

Não imaginam como fiquei feliz. Mesmo mesmo. Sentir que esta médica, com anos e anos de experiência, luta pelo parto vaginal e natural, transmitindo segurança, pondo-se ao serviço das milhares de mulheres e bebés que se cruzam com ela. AHO! Há que festejar!! 😀

Por tudo isto, achei que era mais do que certo escrever-vos sobre parto pélvico e reforçar que é possível, caso haja condições para isso 🙂 (Só vendo com o médico, obviamente. Mas é possível conversar sobre. Não é taxativo que bebé pélvico resulte em cesariana ;))

Bom, comecemos então pelo princípio:

Diz-se que o bebé está pélvico quando ele está sentado sobre o cólo do útero, como na imagem.

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Sabe-se que no final da gestação, existe 3 a 4% de bebés que se encontram pélvicos e destes, 90% nascem de cesariana.

É importante saber que, antes das 28 semanas, 25% dos bebés são pélvicos e pelas 32 semanas, apenas 7% continuam pélvicos.

Isto significa que até às 36 semanas (e mesmo depois) nada é totalmente definitivo e um bebé que se apresente pélvico pode ainda dar a volta. (E vice-versa).

O medo que está por trás do parto pélvico, tem muito a ver com isto:

“Houve um tempo, até uns 50 anos atrás, que pélvico era um tipo de parto. Simples assim. Os médicos sabiam, as parteiras sabiam, e pronto. As nossas bisavós tiveram ou tinham uma irmã ou amiga que teve parto pélvico, sem maiores delongas.

Até que surgiu a cesárea, cada vez mais segura, cada vez mais comum. Nos cursos de medicina os médicos foram perdendo contato com o pélvico e na ausência do professor, operavam. Muitos cursos de medicina pararam de ensinar parto pélvico.”

(Podem ler todo o artigo aqui http://www.maternidadeativa.com.br/artigo7.html)

É verdade que o parto pélvico tem riscos associados e nem todas as parturiantes podem vivê-lo, mas o que quero reforçar aqui hoje é a possibilidade de existir! 😀

Quero partilhar convosco também que há algumas formas de ajudar o bebé a dar a volta, para que se coloque em posição cefálica. São elas:

> Acupunctura

> Versão cefálica externa

> Exercícios físicos e corporais que estimulam o bebé a dar a volta

Ou seja, o bebé estar pélvico não determina, à partida, um parto por cesariana. Para além de haver estratégias e ferramentas que ajudam muitas vezes a que o bebé dê a volta, há ainda a opção de parto pélvico vaginal.

Procurem informação, procurem profissionais que se sintam confortáveis para ajudar nesse processo e que confiem realmente que o parto pélvico é como os outros, com particularidades com certeza, mas não inexistente 🙂

E vejam também se descobrem medos escondidos e fortes que façam com que o vosso bebé não “queira” dar a volta 😉

É bom estar de volta!

Até já*

[vejam mais em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1471-0528.13524/abstract
http://apps.who.int/rhl/pregnancy_childbirth/childbirth/breech/acacom/en/
https://www.rcog.org.uk/globalassets/documents/guidelines/gtg-no-20b-breech-presentation.pdf
http://evidencebasedbirth.com/breech-positioning/]

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