Entro na internet e vejo este artigo:

 
“Um estudo do Instituto Nacional do Consumo francês analisou a composição de tampões e pensos higiénicos de 11 marcas e detetou resíduos potencialmente tóxicos em cinco. Duas delas são comercializadas em Portugal – a O.B. e a Tampax.
A investigação, publicada na revista francesa de direito dos consumidos ’60 Milhões de Consumidores’, revela que foram encontrados vestígios de dioxinas (poluentes industriais) nos produtos da O.B., Nett e resíduos halogenados (relacionados com o processamento de matérias primas) na Tampax.
O diretor do Instituto Médico Foumier, Jean-Marc Bohbot, afirma que os níveis de contaminantes encontrados são baixos mas não devem ser ignorados: “Na ausência de estudos sobre a absorção sistémica de cada uma destas substâncias pela vagina, não podemos concluir nada”.
 
Bom, ando para escrever sobre isto há meses e por isso, chegou o dia!! 🙂

 
Ao ler este artigo, a primeira coisa que penso é: “ufa, ainda bem que não uso tampões há anos”
E depois penso “E a quantidade de mulheres que usam e que nem fazem ideiam que o seu corpo está a absorver substância sintetizadas e que ainda por cima podem ser graves?”
 
Pois, é para isto que o Uau Mamã existe. Para poder partilhar o que vou descobrindo, o que vou aprendendo e o que vou experimentando, também.
 
Há 2 anos deixei de usar tampões e pensos higiénicos descartáveis.
Comprei 2 pensos de pano, reutilizáveis, comprei um copo menstrual e experimentei. Sem nenhuma pressão nem extremismo, experimentei apenas.
No início, das primeiras vezes que usei o copo, tive dificuldade na colocação. É preciso um contacto muito mais efectivo com o nosso corpo, com a nossa vagina, e isso, para quem não está habituado pode ser um lindo desafio 😉 Para mim foi, principalmente porque não sabia a forma correcta de colocar o copo e porque por isso, sentia algum desconforto e o copo não retinha todo o sangue.
Mas, de cada vez que punha e tirava, melhorava a posição até encontrar a posição certa para mim 🙂
(O copo é muito maleável e flexível e desde que dentro da vagina esteja aberto e ligeiramente inclinado é mesmo muito confortável!)
 
Para além deste contacto muito mais próximo com o meu corpo, fisicamente falando, também me conectei intimamente com a menstruação, com o sangue. E isso para mim foi novidade, porque não planeava minimamente que isso acontecesse nem foi esse o motivo para embarcar na experiência. Sentir o sangue, ver o sangue, lavar o sangue…É mesmo uma grande oportunidade para me lembrar que sou mulher, que sou cíclica, que o meu corpo é maravilhoso e mês após mês o meu útero se prepara para receber uma gravidez e que, mês após mês, quando não necessário, o sangue que espessou as paredes do útero é expulso para que outro, renovado, possa receber e nutrir um futuro bebé. (WOW, não é?)
 
Para além destes benefícios que notei com a minha experiência, vejam este post da Ema:
“Desde o número assustador de pensos ou tampões que uma mulher usa, em média, durante a vida – de 10 000 a 15 000 – até à poluição que o seu fabrico produz (sem falar da que acontece depois de os usarmos…), passando pelo mal que podem fazer a nós. Palavras como “dioxinas” e “parede vaginal” na mesma frase não pode ser um bom sinal! Nós nem sabemos os “ingredientes” dos nossos pensos e tampões (não é informação obrigatória) e no entanto colocamo-los numa das zonas mais sensíveis (e absorventes) do nosso corpo. Bem lá dentro, no caso dos tampões!!!” daqui.
 
Informem-se, procurem. Há várias marcas a vender pensos reutilizáveis, há várias marcas a vender copos menstruais. E a verdade é que os hábitos mudam-se. Se é muito mais prático usar um penso descartável, acabar de usar, deitar fora e colocar outro? É.
Mas o que te faz mais sentido depois de saberes isto? 😉