Selectividade na Gravidez

Alguma vez ouviste falar disto? Eu não. Mas, o que tem acontecido comigo, e não é só da gravidez, é um aumento de selectividade. O que quero dizer? Que à medida que vou estando mais em contacto comigo mesma, a conhecer e reconhecer os meus níveis de energia, a conhecer os meus limites e reconhecer quando os ultrapasso e as consequências que isso tem, quando trabalho o meu foco e canalizo energia para um determinado fim, vou estando menos disponível para perder energia com coisas, pessoas, projectos, conversas, que não me fazem sentido.

No outro dia comentava isto com uma amiga minha também grávida. O que me parece é que temos x energia. Muita muita dela está a ser necessária para gerar um filho, para o nutrir e para o proteger. O que sobra desta energia x já não é muito. Quanto mais andarmos a gastá-la com algo que não vale a pena…

E sabes que mais? Isto não é ser egoísta como por vezes pensei. Isto é ser selectiva, é ser responsável por mim mesma e, neste caso, pelo bebé que trago comigo.

Cada vez mais sei e sinto que o meu tempo é valioso. Que há inúmeras formas de me alimentar, de criar, de me nutrir e de me manter bem e feliz. E gastar esse tempo com:

  • conversas que não levam a lado nenhum
  • pessoas que não me acrescentam qualquer valor nem me inspiram a ser mais e melhor (nem eu a elas)
  • viagens de carro de um lado para o outro só porque sim
  • idas parvas ao shopping
  • e tantos outros exemplos que podia agora dar

…está fora dos meus planos.

Sim, eu vou preferir dormir em vez de estar a fazer fretes. Eu vou preferir estar sozinha em vez de estar com pessoas que pouco me dizem. Eu vou preferir trabalhar 2x/semana em algo que me realiza em vez de trabalhar só para ganhar dinheiro. Eu vou preferir viver esta gravidez da melhor forma que puder e souber e isso passa muito por ser selectiva 🙂

Queres partilhar a tua experiência? Sentiste alguma mudança de prioridades na Gravidez?

Como lidas com a tua selectividade? Respeitas-te ou costumas ir contra a tua vontade mais profunda por questões sociais ou “éticas”?