Bom dia!!
Não quero deixar passar mais dias sem partilhar convosco o Encontro de Sábado, da Associção Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto.
Foi um dia MARAVILHOSO!
O programa era muito muito interessante, mas a concretização deste encontro não podia ter sido melhor, na minha opinião.
Foi emocionante para mim ver tantas pessoas – mulheres, homens, mães, pais, enfermeiras, doulas, médicas, médicos, juntos, por uma mesma causa. Cada um, no seu caminho, na sua frente de acção, a partilhar o parto humanizado, a partilhar conhecimentos e experiências, para divulgar pela nossa sociedade que é possível Nascer em Amor.
O que senti durante todo o encontro foi um entusiasmo tal, uma paixão! A sensação que tinha era: Não há outro sítio para estar neste momento, que não seja aqui. Tão forte esta sensação!
É verdade que somos uma minoria, ainda, que acredita e trabalho por esta causa. Mas ali, naquele espaço, todas as pessoas acreditavam. E esse sentimento é tão poderoso! Realmente quando pessoas com a mesma ideia se juntam, acontecem coisas maravilhosas, poderosas, felizes!
Começar o dia ouvindo um pai dizer que estava à espera do seu sétimo filho. Ouvir uma mãe dizendo que tem 5 filhos e que se lhe perguntassem se o primeiro parto correu bem, teria dito que sim. Porque simplesmente ela estava viva e a sua filha também e só quando experienciou o segundo, terceiro, quarto e quinto parto, entendeu como o parto pode ser tão transformador e prazeroso.
Ouvir uma palestra sobre a visão do bebé, ver um filme em que se tratava um adulto como, normalmente, tratamos os bebés, e perceber o ridículo que é achar que o bebé, por ser bebé, está ao nosso serviço e não tem sentimentos, preferências. 
Ouvir o parteiro Mark falar sobre como o orgasmo e o parto estão apenas separados no tempo, mas são “a mesma coisa”. As hormonas libertadas no orgasmo e no parto são as mesmas. A mulher só consegue parir, naturalmente, quando se sente à vontade o suficiente para se entregar ao momento e à experiência, tal como acontece no orgasmo. Este conceito não foi novidade para mim, mas ouvi-lo outra vez, deixou-me mesmo alerta para isto. Faz tanto sentido. Não vos parece? 🙂
Bom, a verdade é que cheguei ao final do encontro com uma energia tão boa! Com imensa vontade de ter filhos, pois claro, tal era os níveis de oxitocina que estavam naquela sala. Ahah.
Vim com o meu propósito muito claro, com muita força e vontade de divulgar cada vez mais as escolhas que existem na gravidez e no parto, com grande felicidade por constatar que há tantos profissionais de saúde que acreditam também no poder da mulher, na sua capacidade inata para parir e que estão, às vezes silenciosamente nos hospitais a ser também agentes de mudança. 
Muito grata a toda a equipa da Associação que tornou este dia possível e tão tão bom!
Leave Comment