Olá, eu sou a

Sou doula de coração e por vocação. Sempre me deslumbrei com a gravidez, a maternidade e os bebés e quanto mais relembro os conhecimentos e a sabedoria que trago em mim, mais apaixonada fico por esta fase da vida em que doamos a vida.

Um post em jeito de reflexão – questões emocionais ligadas à gravidez

Olá!
 
Há pouco, enquanto conversava com uma grávida ao telefone, deparava-me com a falta de ligação que muitas vezes há entre cuidados físicos e cuidados emocionais na gravidez.
 
É natural, quando sabemos que estamos grávidas, pensarmos em cuidados físicos connosco próprias: as mulheres que fumam, deixam de fumar; as mulheres que bebem álcool, deixam de beber; as mulheres que comem peixe cru, deixam de comer; as que estão cansadas, descansam; as que têm sono, dormem e por aí fora…
A gravidez é uma altura especial em que a mulher está (ou tem tudo para estar) mais atenta a si própria, aos seus ritmos, à sua alimentação, à sua sensibilidade. A gravidez e o novo ser têm esta capacidade, de nos remeter para nós próprias. E a nível emocional? O que acontece? Que cuidados devemos ter?
 
Não só pelo que sinto intuitivamente mas também sustentado por alguma literatura e pesquisa, acredito que a gravidez é um momento crucial na vida da mulher em que existem inúmeras oportunidades de desenvolvimento pessoal e de crescimento emocional e espiritual. Acredito também que quando as emoções não são expressas, não são permitidas durante a vida, “aproveitam” a gravidez para se mostrar e para oferecer à mulher a oportunidade de as expressar nessa altura. E acredito também que quando esta limpeza emocional e trabalho de autodesenvolvimento não é feita durante a gravidez, se manifesta grandemente durante o parto e pós-parto.
 
Se olharmos para os sintomas físicos que ocorrem na gravidez – vómitos, tonturas, náuseas, dores nas costas, prisão de ventre, infecções urinárias, edema dos membros.. e os desconstruirmos um pouco, podemos chegar a conclusões maravilhosas. É certo que os sintomas nem sempre são psicossomáticos, isto é, nem sempre têm causa emocional ou psicológica associada mas, se olharmos para as causas físicas dos sintomas, os “tratarmos” de forma física e ainda assim persistirem, algo mais existe e persiste, certo?
 
Uma mulher que normalmente não se expressa, não expressa os seus gostos, as suas vontades, se mantém controlada e “socialmente” bem comportada, o seu corpo pode perfeitamente descontrolar-se! Simplesmente porque não aguenta mais tanta opressão.
As emoções quando não canalizadas, quando não expressadas e sentidas, vão-se acumulando no corpo. Se não saem, ficam lá dentro. É uma visão simples e aparentemente metafórica mas é real.
 
Nós somos constituídos, pelo menos, por 3 corpos – físico, emocional e espiritual. E estes corpos não são separados, bem pelo contrário. É mesmo preciso cuidarmos de nós inteiramente, a todos os níveis.
 
E é preciso falar sobre emoções e permitir senti-las!
 
[E é mesmo por isto que eu sou Doula 🙂 Muito grata J.]

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