Olá, eu sou a

Sou doula de coração e por vocação. Sempre me deslumbrei com a gravidez, a maternidade e os bebés e quanto mais relembro os conhecimentos e a sabedoria que trago em mim, mais apaixonada fico por esta fase da vida em que doamos a vida.

Uma experiência de espera

Olá!
Partilho convosco uma experiência que estou a viver e que tem sido uma grande aprendizagem 🙂
Desde que deixei de tomar a pílula (em Outubro de 2014) tenho estado atenta aos meus ciclos e a descobrir cada vez mais de mim e da minha menstruação. Os ciclos demoraram um bocadinho a ficar certos mas, desde há uns meses para cá, costumo ter ciclos de 31/32 dias.

Há uma semana comecei com sintomas de infecção urinária e neguei-me a essa realidade, querendo acreditar que podiam ser sintomas de gravidez. Quando dei conta de que realmente era infecção, identifiquei imediatamente a causa emocional que a originou e comecei a tratar-me (das várias formas – encarando a emoção que me levou àquele ardor, cuidando de mim conscientemente e tratando-me com ervanária). 
A ideia de gravidez não me deixou, mesmo assim, e fui-me agarrando a ela. 
No Domingo, a menstruação não veio. Na Segunda também não. Fiz um teste de gravidez e deu negativo. Ok, claramente o meu corpo está a corresponder à minha crença mental e está a pregar-me uma partida. 
Tive necessidade de pesquisar sobre “Quando fazer o teste de gravidez” e encontrei vários relatos de mulheres que diziam que tinha feito o teste perto do dia em que a menstruação devia aparecer e tinha dado negativo, mas na realidade, estavam grávidas. Uau, a minha mente estava a adorar! Toca de fazer filmes, e mais um e mais outro.
Terça-feira continuava sem menstruação e comecei a parar com os filmes concentrando-me no meu corpo e na realidade. E qual era a realidade? É que não estava menstruada. E o “porquê?” não era para ali chamado, porque essa resposta era ilusão. A única coisa que eu sabia era que NÃO estava menstruada. De vez em quando, dava conta que a minha zona abdominal estava contraída quase como se o meu corpo quisesse “fechar” a saída do meu sangue. Então, descontraía a barriga e os músculos pélvicos e dizia ao meu corpo “Eu confio em ti. Útero, eu confio em ti. O que é, eu aceito.”
E passou-se Quarta-feira, e passou-se Quinta-feira. O G. já sabia do atraso e foi TÃO bom passarmos por esta experiência. Primeiro, aproximamos-nos, reapaixonamos-nos só de imaginar que podíamos ser pais agora. Olhávamos um para o outro com cumplicidade, com olhar de “ai, e se for?” e com um amor gigante um pelo outro. 
Falamos sobre essa hipótese mas sem ir muito a fundo, porque na verdade não sabíamos coisa nenhuma. E o que importa é o momento presente. Sempre que a conversa ia mais além, toca de focar no AGORA.
Ontem à noite comecei a sentir um desconforto abdominal e pensei “Oh bolas. É dor menstrual… ok”
E era mesmo. Senti-me tranquila ao ver a minha menstruação e fiquei surpreendida , pela positiva, com a reacção do G 😀
Quem sabe esta espera não trouxe outra perspectiva à nossa vida? 😀

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