Ontem comecei a minha introspecção para me despedir dos meus 27 anos e deste 2017.

E isso fez-me tomar consciência de uma coisa: a minha pré-concepção activa. Isto é, considero que estou em pré-concepção desde que iniciei a formação de doulas. Mas activamente pré-concepção estou desde que nós, casal e futuros pais, permitimos que os nossos filhos venham. E isso aconteceu muito recentemente.

Estava a olhar para trás e a pensar: Se tivesse logo engravidado no primeiro ciclo o que teria perdido?

E dei conta que, de facto, teria perdido algumas oportunidades.

  1. Não sabia nem experimentava a espera serena que existe em mim.
  2. Não criava tão facilmente empatia com mulheres que estão neste processo, de tentar e ver a menstruação chegar, mês após mês.
  3. Não conversava tanto com a minha filha antes dela ser matéria. Posso assim trabalhar ainda mais a minha fé.
  4. Não media a minha temperatura basal todos os dias e observava o meu ciclo realmente.
  5. Não sabia que tinha falta de ácidos gordos e iria iniciar uma gestação em défice em vez de abundância
  6. Não tinha iniciado terapia de Rebirthing porque, já estando grávida, achava melhor não mexer em algo tão profundo em mim
  7. Não experimentava ainda mais esta confiança no Universo e na Vida porque seria logo “tudo à minha maneira”
  8. Não recebia mensagem da minha filha num sonho a dizer-me porque ainda não tinha vindo

Tem sido tão bonito ver o processo a acontecer. De ciclo para ciclo.

Primeiro, deixar o anti-contraceptivo e evitar a fase fértil.

Depois ir deixando aproximar da fase fértil mas no pico de ovulação, evitar.

Depois permitir em todo o ciclo.

Depois não acontecer a concepção e ir vendo, testando.

Depois receber a mensagem no sonho e pensar “Se calhar é melhor evitar este ciclo para respeitar a mensagem que chegou.”

Depois, não evitar mas também não fazer por acontecer e perceber que o corpo se encarregou de mexer na ovulação para não ser mesmo possível acontecer. Ahah. É hilariante como tudo está tão certo!

Nas menstruações também tem havido diferenças. Em Julho, quando a menstruação chegou passei tão mal, dores tão fortes que cheguei a vomitar (nunca tal me tinha acontecido!). Em Agosto, as dores foram fortes também, tive pouca força, mas passadas as primeiras horas, consegui arrebitar e manter-me funcional. Em Setembro (a primeira menstruação que confirmou não estar grávida) veio com algum desconforto, mas mais soft. Outubro e Novembro vieram também de mansinho. Com desconforto abdominal, menos tempo e mais bem-estar. A de Dezembro chegou ontem. Percebi que estava a chegar durante a aula de Yoga, surpreendeu-me porque achava que viria mais tarde (+2 ou 3 dias) e sem dor nenhuma! E o único sintoma pré-menstrual que tive foi sensibilidade emocional. Nem sensibilidade física tive – mamas inchadas e doridas, como tem sido hábito, nem inchaço abdominal. Nada.

É tão bonito!! Estar atenta, estar disponível, observar como o corpo fala comigo e me diz o que precisa manter e o que precisa mudar.

Estou neste momento a usar a aplicação no telefone Kindara e a registar a temperatura basal, o muco cervical e o cólo do útero. Estou a aproveitar cada ciclo para me conhecer ainda mais e melhor, para optimizar o meu corpo ao máximo, para criar o que é preciso antes de canalizar toda a minha energia de criação para conceber a minha filha.

Está tudo tão certo. Cada vez mais! <3

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