Olá, eu sou a Catarina.

Sou doula de coração e por vocação. Sempre me deslumbrei com a gravidez, a maternidade e os bebés e quanto mais relembro os conhecimentos e a sabedoria que trago em mim, mais apaixonada fico por esta fase da vida em que doamos a vida.

Olha para as tuas experiências sexuais e poderás prever o teu parto

 

Muitas são as vezes em que estou a ver vídeos de partos e o G. me pergunta: “Estás a ver vídeos sexuais? Que gemidos são esses?”
Já te aconteceu? Já experimentaste fechar os olhos durante um vídeo de parto e apenas ouvir? Consegues sentir as semelhanças entre o parto e a relação sexual?
É normal que sim já que o parto é uma experiência sexual da mulher 🙂
O que te quero hoje trazer aqui é um exercício que me foi proposto na formação com a Naoli e que foi revelador para mim! 😀

Então o que te proponho é que olhes para a tua pior experiência sexual. Observa-a. Sem julgamento, sem culpa, sem mágoa. Observa apenas como se estivesses a ouvir a história de alguém.
Que emoções estavam presentes? Consegues identificar porque foi má para ti? Sentiste-te respeitada? Se não, porquê? O que te leva a achar que é uma má experiência?
E agora, olha para a tua melhor experiência sexual. Como foi? Com quem foi? Observa atentamente.
Porque consideras que foi a melhor? Que emoções sentiste? Se olhares de fora, como interpretas essa mulher? O que transborda ela?
E agora, pegando nessas experiências vê o que estás por trás delas.
Vou contar-te o que descobri sobre mim para que te seja mais fácil entenderes onde quero chegar 🙂
Eu percebi que a experiência que considerei pior existiu porque eu não me respeitei, porque eu achei que devia estar disponível quando na verdade não estava, porque eu tive medo de não ser capaz (capaz de me entregar, capaz de sentir prazer, capaz de oferecer prazer, capaz de me unir ao meu parceiro, etc etc).
Por outro lado, na experiência que considerei como melhor, eu estava sintonizada comigo, com o meu corpo e com o meu parceiro, eu estava entregue ao momento, eu tinha a mente desligada e não deixei que os meus pensamentos de boicote interferissem com a experiência, eu não tive vergonha de pedir o que me apetecia naquela momento.
Agora, consegues olhar para as tuas experiências com total honestidade e identificar estes aspectos?
E agora, como achas que o meu parto pode ser se eu não me respeitar? Se eu fizer algo para o qual não estou disponível mas acho que tenho de estar? Se achar que não sou capaz? Se estiver rodeada de pessoas que não me empoderam e que duvidam das minhas capacidades inatas?
E se eu estiver rodeada de pessoas que acreditam perfeitamente na minha capacidade para parir? E se estiver entregue ao meu corpo, ao momento e ao meu parceiro? Se verbalizar o que quero e como quero? Se tiver liberdade para movimentar o meu corpo como ele me pedir nesse instante?
Consegues ver o paralelismo? 🙂
Espero que com esta partilha possas estar mais sintonizada contigo e com a tua sexualidade.
Mais uma vez, o que separa o orgasmo do parto é apenas uma questão de tempo 🙂
[imagem de http://www.orgasmicbirth.com/about/what-is-orgasmic-birth/]

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